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Obama na Feira de Sexo

Mensagem por Ricardo em Qui 26 Ago 2010, 16:51

A economia americana pode estar em baixa, mas os negócios na indústria de artigos eróticos nunca estiveram mais firmes. As vendas de camisinhas, cremes, óleos perfumados, vibradores, vídeos, jogos e artigos semelhantes tem apresentado um crescimento estável desde 2009. Tanto nas vendas em lojas, quanto pela Internet .

"Cada mês tem sido melhor que o outro" disse Sam Bard, proprietária da Shag, uma loja de produtos eróticos em New York que também promove eventos para ensinar maneiras de apimentar a vida sexual dos desanimados com a situação econômica do País.

Sam acredita que a recessão está forçando as pessoas a passar mais tempo dentro de casa. Elas então preferem gastar 150 dólares em brinquedos sexuais --que poderão ser reutilizados indefinidamente -- do que sair para jantar num restaurante e gastar o mesmo dinheiro num prazer de uma única noite.

Outra empresa do ramo, Babeland, que tem três lojas em New York, também experimenta desde 2009 um crescimento na vendas e no número de compradores pelo site. Até empresas muitos maiores, como a Amazon, já estão aproveitando e lucrando com essa tendência do mercado.

Em 2003, quando a economia americana ainda estava aquecida e o mercado imobiliário a todo vapor, a Amazon lançou sua página de artigos sexuais oferecendo 338 itens, a maioria deles camisinhas e lubrificantes. Atualmente a mesma página oferece 60 mil artigos, como algemas, correntes, chicotes, coleiras, vibradores para serem usados em banheiras ou piscinas, lingeries, vídeos, jogos, e brinquedos sexuais para todos os sexos, gostos e taras. De 338 para 60 mil itens em apenas sete anos, é um aumento significativo, evidência de que existe uma demanda crescente.

E por falar em gostos e taras, essa semana fiquei com pena do Obama. Acho que ele nunca imaginou que um dia teria seu rosto sorridente estampado num boneco inflável e exibido para venda numa feira de produtos eróticos na China, a Asia Adult Expo. Fiquei pensando que daqui umas décadas, quando os descendentes dele estiverem lendo alguma biografia sobre o parente famoso, ficarão espantados de saber que ele foi advogado, autor de livros, senador, presidente dos Estados Unidos, Nobel da Paz, e que na Asia o transformaram até num boneco erótico. Vai ser versátil assim na China não é mesmo?

Mas ainda pior do que isso foi o que uma companhia daqui mesmo dos Estados Unidos, a "Head O State" criou e comercializa desde o ano passado: um pênis com a cara de Barack Obama. Sorriso, terno e gravata incluídos.

Batizado de "Big O", o produto tem 18 centímetros de cumprimento por 5 centímetros de diâmetro, pesa 420 gramas, feito nos Estados Unidos com um tipo especial de borracha,não precisa de pilhas e pode ser comprado online por menos de 35 dólares. Vem ainda em duas cores: ouro presidencial ou azul democrático, uma referência à cor que identifica o partido ao qual Obama é filiado .

Outra empresa americana, Practice Safe Policy, lançou e vende pela Internet e pelas ruas de grandes cidades camisinhas em embalagens com slogans de dúbio sentido e fotos de Obama, John McCain e Sarah Palin, respectivamente candidatos a presidente e vice presidente dos Estados Unidos, derrotados por Obama na última eleição. Parece piada, mas eu já não falei que a inventividade americana é coisa espantosa?

E tudo isso me fez pensar em outra coisa: como as aparências enganam. Como preconceitos e estereótipos dominam tantos corações e mentes mundo afora.

Vivendo há mais de 10 anos fora do Brasil frequentemente escuto comentários - quase sempre desdenhosos - sobre a sensualidade exagerada de nosso povo. De nossas novelas e filmes, de nosso Carnaval, de nossas praias cheias de corpos à mostra. Dessa nossa mania de distribuir beijos, abraços e carinhos, publicamente, sem constrangimentos.

Lembro que uma vez, no Canadá, durante um churrasco num dia de muito calor, presenciei uma canadense horrorizada, totalmente indignada, porque uma outra amiga, brasileira, grávida, inocentemente levantou a camiseta e deixou o sol bronzear a barriga. Amamentar uma criança em público, aqui nos Estados Unidos, é considerado "exposição indecente" e visto com maus olhos, mesmo se a mãe cobrir os seios e a cabeça do bebê.
Embora existam leis permitindo a amamentação em locais públicos, frequentemente aparecem histórias nos jornais de mulheres convidadas a se retirar de lojas, restaurantes e até salas de espera em consultórios médicos por causa de um ato tão natural como esse. Somos mamíferos, certo?

Uma outra vez, na California, fui convidada a participar de uma feira multicultural que acontecia na escola em que um de meus filhos estudava e me pediram para levar algo do Brasil e falar um pouco sobre a nossa cultura e sociedade. Preparei uns brigadeiros e levei uma cartolina com imagens do Brasil: a localização no mapa, fotos de nossas praias, grandes cidades, uma índia tomando banho num rio da Amazônia junto com o filho, nossas favelas, enfim, tentei passar um retrato de nossa diversidade, belezas e mazelas, para a coisa ficar equilibrada. Dentre essas imagens teve uma que foi totalmente censurada com fita crepe: mostrava o Carnaval e aquela escultural Valéria Valenssa sambando na avenida. O responsável pela tal feira veio me dizer que pornografia não era permitida no ambiente escolar. E puseram uma fita crepe também sobre os seios da índia da Amazônia.

Não sou socióloga, nem sexológa, nem antropóloga, não tenho conhecimentos profundos sobre nada. Sou uma generalista mesmo, interesso-me por uma série de assuntos. Mas nessa questão aí da sexualidade, tenho cá pra mim que nós brasileiros somos mais saudáveis e bem resolvidos que nossos semelhantes americanos. Porque embora nosso comportamento em geral seja mesmo mais descontraído e sensual, nunca fiquei sabendo de ninguém ter sido hostilizada no Brasil por estar amamentando um bebê.

Tenho essa cisma de que deve haver algo de muito torto na sexualidade de quem compra e leva para a cama um brinquedo sexual com a cara de personalidades da política. Será uma obsessão com figuras de influência e poder? Ou será sintoma de uma epidemia de masoquismo, vontade de sofrer? Já não basta o que esses políticos aprontam contra todos nos gabinetes e salões ovais da vida ainda é preciso levá-los pra cama?

Sei lá, posso estar enganada, mas nunca soube de ninguém no Brasil produzindo artigos desse tipo com imagens de nossos políticos. Mesmo porque, imagino, seria contraproducente, capaz de arrefecer os ânimos, desafinar a sintonia e provocar até o cancelamento do jogo. E é nisso que aposto que está a evidência de nossa sexualidade ser mais saudável, embora menos discreta ou reprimida.

Quem quiser ver os produtos citados e vendidos aqui pode checar os seguintes sites: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] e [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
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Ricardo
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