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Sexualidade no currículo escolar: temas e desafios

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Sexualidade no currículo escolar: temas e desafios

Mensagem por Ricardo em Sab 18 Set 2010, 12:08

Questão
Quando a orientação sexual passou a fazer parte dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) para o ensino fundamental, lançados pelo Ministério da Educação entre 1995 e 98, a psicóloga Yara Sayão, do Serviço de Psicologia Escolar da USP, comemorou: “Finalmente a sexualidade entra pela porta da frente”.

Afinal, as escolas já não precisavam mais pedir permissão às famílias para tratar da questão em sala de aula e podiam trabalhá-la de forma transversal, ou seja, relacionando-a a várias áreas de conhecimento.

“As crianças recebem os valores em casa, mas na escola têm oportunidade de colocá-los em discussão, além de conhecer outros”, afirma Yara. “Essa diversidade do ambiente escolar é muito valiosa.

A orientação sexual, portanto, amplia o universo de valores e informações dos alunos e contribui para suas escolhas.”

Mais de uma década depois, muitas escolas em todo o Brasil já incluíram a orientação sexual em sua grade curricular e um número considerável de professores passou por algum tipo de capacitação para saber lidar com o tema. Porém, os desafios ainda são muitos.

Como acompanhar as aceleradas mudanças socioculturais e comportamentais que têm implodido os valores tradicionais e influenciado consideravelmente as gerações mais novas? “Muitos educadores se encontram atrapalhados com essas mudanças e por isso se omitem”, diz Yara.

“Mas a escola não pode abrir mão de sua função.” Isso significa pôr em pauta a sexualidade – dimensão constitutiva do ser humano, segundo a psicóloga, que abrange também aspectos sociais.

E, no caso dos educadores, considerar temas difíceis, como os que vêm a seguir.

Violência sexual
O corpo infantil é diferente do corpo de um adulto. Sendo assim, o modo de viver a sexualidade também é diverso. “O toque genital, por exemplo, não é indiferente.

Em muitas ocasiões, a descoberta dessas sensações se dá entre pares. Porém, o toque de um adulto ou um adolescente mais velho deixa marcas psíquicas na criança porque envolve intencionalidade.”

De acordo com Yara, a violência sexual não se refere apenas à ameaça física; pressupõe a submissão de um ao desejo do outro, fazendo deste um mero objeto de prazer – e não um sujeito. “Entre adultos, a ausência de concordância caracteriza o abuso.

Mas a criança não consegue significar a relação abusiva nem sair dela, convivendo com a ambivalência de sentimentos, como o prazer e o desprazer”, explica. “O abuso sexual nega à criança a apropriação do seu corpo por ela mesma.”

Erotização da infância
Para a psicóloga, parece evidente que a indústria do consumo tenha encontrado nas crianças e nos adolescentes seu novo e grande filão – como o incremento da moda infantojuvenil, com roupas que imitam as dos adultos.

Além disso, crianças e adolescentes estão cada vez mais expostos às propagandas que apresentam o corpo feminino associado a produtos diversos, veiculadas indiscriminadamente, e a programas de TV, músicas ou filmes extremamente erotizados.

Isso aumenta a curiosidade, as fantasias e a ansiedade da garotada, que, mesmo sem compreender por completo a mensagem ou os conceitos de tais estímulos, quer fazer igual.

“Um exemplo é o jogo de sedução”, afirma Yara. “Quando se trata de uma mulher adulta, há todo um percurso psíquico, que passa pela intimidade com o próprio corpo e pela decisão de a quem mostrá-lo e a quem não.

Ela sabe em que ocasiões pode vestir uma blusa transparente ou, se vai usar um decote, tem consciência e intencionalidade em sua opção.

Uma menina de 11, 12 anos, não. Afinal, ela está apenas imitando as adultas, mas não sabe lidar com os significados decorrentes disso.”

Segundo psicóloga, nesses casos, mesmo certos olhares masculinos podem ser bastante violentos para as crianças ou adolescentes por desencadearem sensações para as quais elas não estão preparadas e não têm resposta e com as quais não sabem lidar.

“Em situações como essa, a criança não se banca”, conta Yara. “Por isso, essa permissividade exagerada acaba por colocá-la em risco.

Enquanto meninas promovem um jogo infantil entre elas, ao usar determinadas roupas ou objetos mais provocantes, muitos homens não veem assim.”

Confusão de conceitos – Outro fato que contribui para a vulnerabilidade de crianças e adolescentes é a diluição dos limites entre o privado e o público, entre o que é apenas “meu” e aquilo que pode ser mostrado.

“A vivência do prazer pressupõe intimidade e privacidade”, afirma a psicóloga.

“É preciso haver portas em casa e deixá-las fechadas em determinadas situações, por exemplo. Mas, quando um programa coloca câmeras escondidas também nesses espaços íntimos, a noção de privacidade para a criança fica confusa.”

Assim, as crianças e os adolescentes têm dificuldades em aprender a construir a própria intimidade.

Além disso, a excessiva padronização veiculada pela mídia também atrapalha: modelos hegemônicos de corpo como sinônimos de beleza, atração e saúde.

Um dos possíveis danos, diz Yara, é a alienação do próprio prazer, independentemente da mecânica peculiar de sua sexualidade; afinal, aquilo que é “bom” e o que é “ruim” já estão pré-determinados.

“As crianças, então, não criam singularidades, não descobrem do que elas mesmas gostam, qual é jeito característico delas de atrair alguém etc.

Apenas seguem os padrões”, constata. “Por isso, urge uma educação que vise à consciência do bem-estar e do próprio prazer e que meninos e meninas tenha a oportunidade de trilhar seu percurso singular em relação à sexualidade.”
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Ricardo
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