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Guia: Os Adolescentes e Sexualidade

Mensagem por Daniela em Sex 09 Abr 2010, 12:06

Podem postar dúvidas a respeito do texto que serão respondidas aqui.
Se preferirem, podem mandá-las por MP para mim que eu posto aqui e não digo quem enviou.



Autora: Dra. Angela Brandão
Portugal

O instinto sexual é algo que, desde os insectos ao ser humano, aparece de uma maneira extremamente forte, levando a certos comportamentos e gastando energias que só se justificam biologicamente porque tornam possível algo fundamental à vida: a propagação da espécie.

Mas, se nas espécies inferiores como os insectos, répteis ou peixes, esse instinto se inicia e acaba com o acto sexual em si, à medida que se caminha para as espécies superiores, começa a ver-se que muitas vezes o instinto também serve para criar laços ou relações mais ou menos fortes entre os parceiros sexuais. Normalmente, o objectivo é que ambos os progenitores ajudem na criação dos filhos, que é tanto mais complexa, demorada e exigente de cuidados quanto mais evoluída é a espécie.

Hoje em dia, sobretudo graças às técnicas de contracepção e também de concepção ou reprodução assistida, altamente eficazes aparecidas nos últimos 50 anos, sexo e reprodução já não andam necessariamente juntos. Convém ter presente as ideias acima expostas para podermos compreender melhor a nossa sexualidade.

Frequentemente ela é apenas sentida como uma necessidade básica de satisfazer um impulso fisiológico, ou seja, do nosso corpo. Este impulso pode ser satisfeito, por exemplo, através da masturbação ou através de um(a) parceiro(a) casual ou pago(a) para o efeito. Mas na maioria das vezes esse “sexo pelo sexo” não é de modo algum completamente satisfatório em termos psicológicos e afectivos, ou seja, dos nossos sentimentos. Isso acontece porque, como somos seres humanos, para realizarmos ou vivermos completamente a nossa sexualidade, existe sempre a necessidade de criarmos laços ou relações afectivas e de cumplicidade com a pessoa que escolhemos como companheiro(a). O relacionamento sexual tem assim, na nossa espécie, além da função reprodutiva, dois papéis importantíssimos: a satisfação de um instinto básico, tal como existe nos outros animais, e sobretudo, a criação de laços fortes entre duas pessoas que buscam o prazer mútuo e uma vida em comum.

Questões sobre sexualidade feitas por adolescentes:

Por que é que a sexualidade existe?
Por que é que há homossexuais?
É normal a masturbação?
O que é o amor?
Quando é que se está preparado para ter relações sexuais?
Em que idade deve ser a primeira vez?
E se houver uma gravidez?
Como é que posso saber se é a pessoa certa?


Por que é que a sexualidade existe?

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Todos nós, desde que nascemos até que morremos, precisamos de estar próximos de outras pessoas. Esta é uma das maiores razões para que muitas das relações familiares e de amizade existam, durem muito tempo e às vezes nunca acabem.
Se precisamos de estar próximos de outras pessoas, significa que todos gostamos de receber carinhos, mimos, beijinhos e abraços, de nos sentirmos amados, protegidos e cuidados. Assim, é na altura que somos bébes que esta necessidade é maior, e é nesta idade que dependemos totalmente dos adultos que nos cuidam.

Com o passar do tempo, a nossa dependência dos outros diminui, vamos ficando mais independentes, ou seja, ganhamos pouco a pouco autonomia. Mas ao mesmo tempo vamos sentindo que gostamos não só de ser protegidos, cuidados e amados, mas que também gostamos de proteger, cuidar e amar. A necessidade de estar perto de outras pessoas continua durante toda a vida!

O que muda com o tempo são as formas de estar próximo dos outros, de dar e receber. A sexualidade vai aparecendo na adolescência e não é só a mudança em termos do nosso corpo - mudança física, e a necessidade de nos reproduzirmos, ou seja, de ter filhos - ou a necessidade biológica, é também e sobretudo, mais uma forma de estar próximo de alguém que escolhemos pelas suas qualidades, e com quem queremos estar, a quem queremos proteger, cuidar e amar, e por quem queremos ser protegidos, cuidados e amados, ou seja, termos uma relação romântica.

A sexualidade permite-nos também um maior conhecimento de nós próprios, do que pensamos e sentimos, perceber que coisas gostamos mais e menos, no nosso corpo e na relação que estabelecemos com os outros . A isto é chamado o auto-conhecimento. É muito importante que encontremos uma imagem positiva do nosso corpo e de nós próprios como pessoa.

Todos temos coisas boas só precisamos procurá-las! Quanto mais nos conhecemos e gostamos de nós próprios, tanto mais podemos conhecer e gostar dos outros!



Por que é que há homossexuais?

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]A orientação sexual está presente desde que somos crianças pequenas. Mas esta aparece e é demonstrada de forma clara quando chegamos à adolescência. É nesta altura que estamos e nos sentimos, quase sempre, interessados sexual, romântica e afectivamente, por pessoas do sexo oposto - heterosexualidade, ou por pessoas do mesmo sexo - homossxualidade.
A maior parte dos jovens normalmente sente-se atraído por pessoas do sexo oposto. Alguns adolescentes descobrem que só gostam de pessoas do mesmo sexo. E outros há, que não conseguem ter a certeza se são homossexuais, heterossexuais ou se gostam de forma igual dos dois sexos - bissexuais.

Muitos jovens têm contactos ou experiências homossexuais, ao longo do seu desenvolvimento. Normalmente, este tipo de experiências acontecem antes dos 15 anos. No entanto, é importante não esquecer, que uma única experiência, e até atrações homossexuais ou fantasias desta espécie, não significam que se é homossexual, ou seja, não determinam a homossexualidade de uma pessoa.

Houve alturas no passado, em que se pensou que a homossexualidade era qualquer coisa como uma doença ou problema mental. Nada mais longe da realidade! Uma pessoa homossexual é tão saudável fisica e psicológicamente, como qualquer outra heterossexual. A única diferença é gostarem de pessoas do mesmo sexo.

Quando pensamos no que é que pode ter influênciado ou ajudado a que uma determinada orientação sexual apareça, verificamos que podemos dar muitas explicações possíveis. Assim, embora ainda não se saiba o que é que faz com que uma pessoa tenha uma orientação homossexual, compreende-se que a explicação não pode ser fácil.

Ainda não se sabe se a orientação sexual é formada antes do nascimento, através de factores genéticos, hormonais e neurológicos, ou logo nos primeiros anos de vida. Também continuam a existir muitas dúvidas em relação à importância que cada uma das contribuições, biológica, psicológica e social, têm quando influenciam uma pessoa.

Embora já exista uma aceitação muito maior da homossexualidade, ainda há muitas pessoas que não aceitam os homens e mulheres homossexuais, só porque são diferentes quando escolhem e gostam de parceiro do mesmo sexo.

Assim, muitos jovens têm receio de se identificar ou assumir como homossexuais (lésbicas ou gays), porque os que o fazem muitas vezes sofrem de isolamento social, incompreensão e hostilidade de colegas, amigos e até familiares, chegando mesmo à violência. Devido a isto, muitos sentem que têm de esconder as suas preferências e actividades sexuais, e não falar delas.

Os adolescentes que se encontram nesta situação tão difícil, podem acabar por ficar deprimidos e até se suicidarem. É que todos precisamos da proximidade de outras pessoas, a aceitação dos outros, compreensão e respeito, para sentir-nos bem e ter uma vida saudável!




É normal a masturbação?

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]No passado, disseram-se muitas coisas negativas e completamente falsas sobre a masturbação. Na realidade, a masturbação é normal, pode ser vista como tendo duas funções. Por um lado, permite que as nossas necessidades sexuais sejam libertadas (mesmo quando sós), por outro, permite-nos um maior conhecimento do nosso corpo.
A masturbação é formada por um conjunto de actividade auto-eróticas, ou seja, acções (como a estimulação do pénis no homem e do clítoris na mulher), pensamentos sexualmente excitantes, muitos dos quais incluem afectos e emoções agradáveis, que no seu conjunto levam a modificações fisiológicas (no nosso corpo) que nos podem levar até ao orgásmo (o máximo de prazer).

Num estudo feito com jovens americanos de 15 anos, verificou-se que perto de 70% dos rapazes (mais ou menos dois terços) e 45% das raparigas (quase metade) se masturbavam. Como vemos, nem todos temos que sentir a necessidade da masturbação, mesmo sendo ela normal.

Em outro estudo, feito com alunos universitários portugueses, pediu-se para dizerem o número de vezes que se masturbaram durante o último mês:
Masturbação por mês Homens Mulheres
mais de 10 13.5%1.0%
6 a 109.4% 0%
3 a 5 17.7% 5.8%
1 a 233.4% 20.4%
nenhuma26.0% 72.8%

Como vemos neste outro estudo, as pessoas são muito diferentes, umas têm muita vontade e necessidade de se masturbar, enquanto outras sentem pouca ou nenhuma vontade de o fazer.

Além das diferenças que existem de umas pessoas para as outras, também existem mudanças na vida de cada um de nós. Por exemplo, nas alturas em que nos sentimos mais cansados ou com maior pressão (testes ou exames da escola, problemas com familiares ou amigos, etc.), as nossas necessidades em relação à masturbação podem mudar, em muitos casos diminuindo ou mesmo desaparecendo.

Assim, a masturbação é uma actividade normal, que muda muito de pessoa para pessoa, e conforme o período da vida que se atravessa. Necessita de uma excitação sexual, e a forma de a conseguir é muito semelhante no homem e na mulher. Assim como são muito parecidas as necessidades que levam à masturbação.



O que é o amor?

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Todos temos a sensação que sabemos o que é o amor e ao mesmo tempo que não o conhecemos nunca completamente. Também vemos à nossa volta como as pessoas são capazes de amar de formas tão diferentes. Será então que existe uma coisa que é o amor, ou existem vários tipos de amor diferentes?
Vários estudos se têm feito para tentar perceber o amor. Viu-se que o amor é constituído ou formado, por três componentes: a intimidade, a paixão, e a decisão/compromisso.

A intimidade é o componente mais emocional, porque inclui a necessidade de estar próximo, a confiança no parceiro, a protecção, etc.. Com a paixão temos em conjunto o romance, a atracção física e a sexualidade. Por ultimo, na decisão/compromisso falamos do momento em que tomamos a decisão de que amamos o outro, e de que aceitamos o compromisso de continuar juntos por muito tempo.

São as várias combinações possiveis destes três componentes, que nos mostram que existem vários tipos de amor diferentes. No quadro podem ver-se como são os tipos possíveis e até quanto tempo é que costumam durar cada uma destas relações amorosas.


Tipo de amor/atracçãoTipo de relação amorosa
Não há amor Não há Intimidade, nem Paixão, nem Decisão/Compromisso. Isto acontece com muitas das pessoas com quem falamos no dia-a-dia.
Amizade Há Intimidade, mas não há Paixão, nem Decisão/Compromisso. Esta é uma relação de proximidade, compreensão, afectividade, bondade e apoio emocional.
Amor à primeira vista Há Paixão, mas não há Intimidade, nem Decisão/Compromisso. Há uma grande atracção física, esta relação pode desaparecer tão rápido como apareceu, em alguns casos dura muito tempo.
Amor vazio Há Decisão/Compromisso, mas não há Intimidade, nem Paixão. Este é o caso de relações que duram há muito tempo e dos casamentos sem amor.
Amor romântico Há Intimidade e Paixão, mas não há Decisão/Compromisso. Existe atracção física e apoio emocional, mas os amantes não decidiram que ficariam juntos por muito tempo.
Amor conjugal Há Intimidade e Decisão/Compromisso, mas não há Paixão. Muitas vezes ocorre nas amizades de longa data, em que a atracção física já não exite, mas existe a decisão de continuar juntos.
Amor irreflectido ou tonto Há Paixão e Decisão/Compromisso, mas não há Intimidade. São os casos em que é tomada a decisão de continuar juntos com base na paixão, mas em que não houve tempo de criar uma intimidade. Normalmente, não duram muito.
Amor consumado Há Intimidade, Paixão e Decisão/Compromisso. É mais fácil de chegar aquí do que continuar assim. Normalmente, se há uma mudança num dos parceiros, e o outro não muda, a relação amorosa pode acabar. Se há uma mudança no outro, continua mas já não é na forma de amor consumado.


Vendo o quadro chegamos à conclusão que, além de haver vários tipos de amor conforme os casais, podem existir relações amorosas muito diferentes ao longo da vida de cada um de nós.

No fundo, o amor é uma história que cada um constrói com a ajuda do seu companheiro, pode ser desde um conto de fadas a uma história de terror. Vai mudando ao longo do tempo e às vezes até podemos adivinhar o futuro da relação que se está a construir, mas nunca podemos ter a certeza dele. É aqui que está o mistério do amor!



Quando é que se está preparado para ter relações sexuais?

Não existe uma altura certa, para se estar preparado a começar a vida sexual activa. Todos sabemos que somos diferentes uns dos outros, alguns somos mais altos, outros mais baixos, alguns um pouco gordos, outros demasiado magros, alguns crescemos rápidamente outros levamos muito tempo a nos desenvolver. É assim, também em relação à sexualidade.
Em termos físicos podemos dizer que a idade a partir da qual não é perigoso iniciar a vida sexual, é aproximadamente os 14 anos de idade. Mas existem muitas fases ou estádios pelas quais passamos. Ou seja, uma pessoa não passa de criança a adulto, de um momento para o outro, todos sabemos que há mudanças. Também não se passa a estar preparado de repente!

É possível saber em que fase estamos fisicamente, e para ajudar-nos nisto podemos consultar o seguinte quadro:


EstádioPelos do Púbis Sexo Masculino Sexo Feminino
1
Pré-adolescente
Não existem. Testículos, escroto e pénis do mesmo tamanho que na infância.Genitais e peito da mesma forma e tamanho que na infância.
2
Princípio da adolescência
Pelos compridos ligeiramente encaracolados e um pouco mais escuros, na base do pénis e ao largo dos lábios vaginais. Escroto ligeiramente maior, pele avermelhada e mais "dura". Peito e mamilos estão ligeiramente elevados (fase de nascimento).
3
Meio da adolescência
Pelo mais escuro encaracolado e maior quantidade, começa a formação do triângulo invertido (largo em cima, estreito em baixo). O pénis cresce e o escroto e os testículos aumentam. Auréola e mamilos aumentam e elevam-se. os lábios vaginais aumentam e a secreção vaginal torna-se ácida.
4
Fim da adolescência
Tipo de pelo do adulto, mas a área ou zona coberta é mais pequena que no adulto. Um aumento maior do pénis, a pele do escroto escureceOs seios crescem, e a auréola e mamilos sobressaem um pouco do contorno do peito, a menstruação aparece e o clítoris matura.
5
Estado adulto
Quantidade e tipo como no adulto, espalha-se de forma igual para os dois sexos, ao longo do interior da coxa.Forma e tamanho do adulto. Seios completamente desenvolvidos, fertilidade estabelecida.

Assim, por exemplo, se uma rapariga tiver pelos encaracolados e em quantidade, menstruação e a forma de peito parecida à das mulheres, mas não tem pelos no interior das coxas, então estará provavelmente no estádio 4, final da adolescência. Se um rapaz tiver, alguns pelos pouco encaracolados à volta do escroto um pouco maiores que quando era pequeno com a pele mais avermelhada, então é possível que esteja no estádio 2, princípio da adolescência.

É importante perceber que ao mesmo tempo que as mudanças do nosso corpo vão acontecendo, a sexualidade que está a aparecer permite-nos aprender novas formas de dar e receber carinho, amor, proteção e cuidados. Esta aprendizagem leva tempo e como podes imaginar, só no final da adolescência e princípio da idade adulta é que começamos a estar preparados totalmente, tanto física como psicológicamente, para assumir uma relação de confiança/compromisso, intimidade/ próximidade e paixão/atracção física.

Só numa relação de amor construída deste modo podemos tanto viver plenamente o prazer e os aspectos positivos da relação, como enfrentar os riscos de saúde que o início da actividade sexual envolve.



Em que idade deve ser a primeira vez?

Tal e como não existe uma altura certa para estar preparado a iniciar a vida sexual activa, também não existe uma data para a primeira vez. Existem várias razões pelas quais um jovem se pode sentir atraído a ter relações sexuais pela primeira vez:

* Como forma de conseguir maior proximidade;
* Um modo de ter novas experiências;
* Para provar a maturidade que se alcançou;
* Para ser como os outros amigos e conhecidos;
* Como um meio de encontrar alívio de certas pressões;
* Para investigar os mistérios do amor;
* Por desejos e atrações sexuais;
* Por amor.

Embora existam muitos motivos que levam os adolescentes a ter relações sexuais pela primeira vez e continuar a actividade sexual, estes não são todos igualmente válidos, uns são francamente melhores que outros.

Foi feita uma investigação em que se pediu a adolescentes que explicassem o que os levou a ter relações sexuais pela primeira vez. Descobriu-se que:

* 73% das raparigas e 50% dos rapazes: Tiveram relações sexuais pela primeira vez porque se sentiram pressionados a faze-lo!
* 11% das raparigas e 6% dos rapazes: Escolheram o amor como a razão para terem deixado de ser virgens!

Isto é muito preocupante, porque significa que muita gente perdeu a virgindade sem realmente o desejar. Ou seja, há o risco de se começar a vida sexual sem estar verdadeiramente preparado para o fazer.

Existem muitas ideias, algumas falsas, sobre a primeira vez. Os filmes por exemplo, costumam mostrar cenas muito exageradas, apresentando a primeira vez como demasiado fácil ou demasiado difícil. Também ouvimos coisas como "Eu não senti nada de especial.", "Foi muito difícil .", "Não gostei nada, não era nada do que estava à espera.", "Não sei explicar, mas acho que foi bom!", etc.. Às vezes, já não sabemos em quem acreditar e a primeira vez parece um mistério.

Na realidade, a primeira vez é diferente de pessoa para pessoa e varia com o grau de confiança/compromisso, intimidade/ próximidade e paixão/atracção física que se tem com o companheiro(a). Quanto maior for a intensidade destas três coisas, melhor será a relação amorosa, e maior será a probabilidade de que a primeira vez seja uma experiência diferente e positiva.

Há ainda duas ideias falsas sobre a primeira vez. A primeira é que a mulher sangra quando perde a virgindade. Isto não é certo, visto que algumas mulheres sangram e outras não. O facto de algumas mulheres não sangrarem pode dever-se a várias razões, desde a constituição física até à prática de desporto.

A segunda ideia falsa é que na primeira vez a mulher não engravida. A probabilidade de uma mulher ficar grávida na primeira vez é igual à das restantes vezes que tiver relações sexuais. Assim como tem a mesma de contrair doenças sexualmente transmissíveis.



E se houver uma gravidez?

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Uma gravidez não esperada é sempre um risco de quem tem uma vida sexual activa. Ter mesmo uma única vez relações sexuais, sem a utilização de um método contraceptivo, pode ser suficiênte para que uma gravidez aconteça, mesmo que essa seja a primeira vez que se tem relações sexuais!
Quando uma gravidez não esperada acontece, sempre aparecem duas perguntas na nossa mente: Ter ou não ter o bébé? Sem entrar em controversias e valores pessoais, sociais e religiosos, existem consequências em ambos os casos, que é preciso que estejam presentes em cada um de nós, especialmente se temos ou pensamos começar uma vida sexual activa.

Numa gravidez na adolescência não podemos esquecer que existe:

Um risco maior de problemas durante a gravidez devido à idade, visto que o corpo não está preparado (por exemplo, competindo com o bébé em relação ao alimento).
Têm um risco maior de problemas no parto e depois do parto.
Após o nascimento os bébés costumam ter um peso mais baixo que o normal e precisar de maiores cuidados.
A mãe adolescente muitas vezes não tem os conhecimentos técnicos nem a preparação psicológica para dar ao seu bébé os cuidados de forma adequada (precisando de uma aprendizagem e força de vontade maior que as mães não adolescentes).
Depois do nascimento do bébé, se a adolescente não tiver apoio, sente uma pressão muito grande podendo chegar até à depressão.
As mães adolescentes têm três vezes maior probabilidade de deixarem os estudos.
Muitas vezes a famíla não apoia/ajuda a mãe adolescente, nem o fazem os amigos e companheiros de escola.
Poucos homens são os que assumem a sua responsabilidade e apoiam a mãe adoelescente. Os que assumem também atravessam dificuldades, tendo que tomar decisões que podem mudar os seus planos de futuro completamente.
Tanto a mãe como o pai, muitas vezes não estão preparados para trabalhar, cuidar do bébé e ao mesmo tempo continuar a estudar.
Às vezes a adolescente não quer ter o bébé mas sente-se obrigada a faze-lo, nestes casos torna-se uma experiência sentida como negativa psicologicamente, podendo criar algumas dificuldades na futura relação com a criança.
No entanto a decisão de não ter o bébé, também coloca problemas muito graves:

Em Portugal o aborto não está despenalizado, ou seja, abortar pode trazer problemas com a lei.
Muitas vezes é praticado ou feito sem condições de saúde, pondo mesmo em risco a vida da mulher ou adolescente.
O aborto deve realizar-se antes das 16 semanas de gestação (de crescimento do embrião), porque a partir desta data os riscos para a mulher ou adolescente começam a ser muito maiores.
Podem ocorrer vários problemas durante o aborto cujas consequências podem chegar até à infertilidade da adolescente ou mulher.
Depois de abortar aparecem muitas vezes sentimentos de tristeza e stress, apesar de se sentir alívio.
Também podem aparecer sentimentos de culpa, sobretudo associados às crenças religiosas.
Se não existe um apoio social (por parte do namorado/companheiro, familiares, amigos, médicos e outros profissionais), esta experiência pode ser sentida como muito difícil e a recuperação psicológica da adolescente ou mulher é mais complicada.
Muitas vezes a adolescente não quer verdadeiramente abortar mas sente-se pressionada a faze-lo, nestes casos é também uma experiência ne gativa psicologicamente para a adolescente.
Embora, também existam alguns aspectos positivos, em ambas as situações, que ajudam a adolescente a superar as dificuldades e a adaptar-se de forma saudável, é muito importante estar consciente dos problemas que podem surgir.

Sempre que possível, é muito importante ter a ajuda da família. Existem vários sítios aos quais podemos ir se uma gravidez acontecer. Os centros de saúde, os médicos de família ou outros, uma consulta de planeamento familiar, tanto antes como principalmente depois da decisão ter sido tomada, apoio psicológico sempre que possivel, associações várias que dão apoio neste sentido, etc..

Antes de tomar uma decisão e seja qual for a decisão tomada, é muito importante que procuremos o maior apoio possível, do companheiro, da família, de amigos e de profissionais que nos ajudem neste desafío.

O melhor é nunca ter de enfrentar uma situação destas! Para isso, o mais importante é evitar que aconteça uma gravidez não esperada.

Uma gravidez é sempre responsabilidade de duas pessoas! Assim, não é só a mulher que se tem de preocupar neste sentido, mas também o homem. O único meio totalmente seguro para evitar a gravidez é a abstinência (ou seja, não ter relações sexuais). Os restantes métodos contraceptivos permitem as relações sexuais mas, existe sempre um risco maior ou menor de falharem.

Uma das maneiras de tornar o risco mais pequeno é utilizar dois métodos contraceptivos. Tendo em conta que a gravidez é uma responsabilidade tanto da mulher como do homem, é justo que ambos colaborem no cuidado da evitar.



Como é que posso saber se é a pessoa certa?

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Para saber se é a pessoa certa precisamos de a conhecer muito bem. O que às vezes leva bastante tempo. Acontece, que na adolescência a sexualidade aparece, e temos a sensação de que precisamos de conhecer tudo e que tudo se pode fazer rápidamente, começando muitas vezes sem se estar preparado.
No entanto, para conhecer-nos a nós e ao eleito do nosso amor, necessitamos de tempo. A pessoa certa é aquela com quem conseguimos sentir uma grande intimidade e paixão, com quem tomamos em algumas ocasiões a decisão/compromisso de continuar juntos por muito tempo.

Mas na adolescência, acontece que sentimos muitas vezes paixões arrebatadoras que acabam em poucas semanas, ou relações amorosas que achamos estáveis mas que acabam por não durar mais de um ano. Assim, durante a adolescência é provável ter vários namorados ou namoradas com quem se têm relações sexuais, ou seja, vários parceiros sexuais. Isto sem falar de que é possível que se seja infiel e que se tenham aventuras de uma única noite.

Então a adolescência é uma altura da nossa vida em que corremos muitos riscos. Os comportamentos sexuais de risco podem ter duas consequências graves. A primeira é a possibilidade de uma gravidez acontecer. A segunda é o grave risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis, ou seja, ficar com uma doença porque se tiveram relações sexuais sem protecção.

Deste modo, sempre que possível, é melhor pensar bem, dar algum tempo, conhecer-se bem um ao outro, descobrir as muitas formas de transmitir amor e carinho sem ter relações sexuais, e os diferentes modos d e dar e obter prazer (através de beijos, carícias, etc.), aprender quais as coisas que os dois gostam de fazer juntos, quais as que não, etc..

Quando achamos que estamos preparados para começar a vida sexual activa, e/ou pensamos que encontrámos a pessoa ideal, o preservativo tem então um papel importantíssimo. Bem utilizado, o homem evita uma gravidez não desejada e protege-se tanto a si como à sua companheira das doenças sexualmente transmissíveis.

É importante lembrar-nos que mesmo se achamos que encontrámos a pessoa ideal, e que já estamos à muito tempo com ela, tendo uma relação estável, é sempre preferível esperar o maior tempo possível antes de deixar de usar o preservativo, único método contraceptivo que é capaz de protegernos de doenças tão graves que nos podem até matar, como a SIDA.

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Re: Guia: Os Adolescentes e Sexualidade

Mensagem por Sandra em Dom 11 Abr 2010, 22:50

Excelente o trabalho da Drª Angela Brandão. Parece que os jovens não ficaram com dúvidas, por enquanto.
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Re: Guia: Os Adolescentes e Sexualidade

Mensagem por Carlos em Seg 12 Abr 2010, 17:06

Muito bom mesmo.

A ver se ajuda alguém
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Re: Guia: Os Adolescentes e Sexualidade

Mensagem por Patrick dos Santos em Sex 16 Abr 2010, 23:47

Boa matéria. Concordo principalemente com a parte sobre homossexualidade.
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Re: Guia: Os Adolescentes e Sexualidade

Mensagem por Leleca em Qua 21 Abr 2010, 13:13

Bem explicado tinha que ter uma cartilha assim em todas as escolas!
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Re: Guia: Os Adolescentes e Sexualidade

Mensagem por Kolseuvis em Qui 22 Abr 2010, 08:33

Leleca, concordo plenamente.
Com certeza deveria haver mais insentivo para esta parte.
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Re: Guia: Os Adolescentes e Sexualidade

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