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BENT é um espetáculo que diverte, emociona e faz pensar

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BENT é um espetáculo que diverte, emociona e faz pensar

Mensagem por Gustavo em Qui 22 Abr 2010, 09:38

Quando o dramaturgo americano, Martin Sherman, escreveu, em 1979, o roteiro da peça BENT, não imaginou que seu texto estaria tão atual em 2010. A peça, um dos grandes clássicos mundiais da cena teatral contemporânea, estreou na Broadway, no mesmo ano, tendo o ator Richard Gere como protagonista. Alguns anos depois, a peça foi grande sucesso em Londres, com o ator Ian McKellen, gay assumido e grande defensor dos direitos homossexuais.

O texto de Sherman narra a perseguição aos homossexuais na Alemanha durante a ascensão do nazismo. Premiada em todos os países onde foi encenada, a peça é centrada no cotidiano de dois personagens, Max e Horst, num campo de concentração, onde judeus, homossexuais e prisioneiros políticos tentam sobreviver.

A versão brasileira da história foi encenada no início dos anos 1980, com José Mayer no papel de Max. Este foi também o primeiro contato do diretor, produtor, ator e cenógrafo mineiro, Kleber Junqueira, com o premiado texto do dramaturgo americano.

“O texto de BENT me dá elementos para realizar no palco o teatro com o qual me identifico. Excelente dramaturgia permite o espetacular, com todos os ingredientes para surpreender o público e, ao mesmo tempo, promover um mergulho nas emoções humanas. Uma obra que nos permite ir além da diversão, que emociona e faz pensar”, declara Kleber Junqueira

A peça

De acordo com o Dicionário da Oxford, a palavra BENT pode significar pendor ou interesse por determinada habilidade artística, além de ser um termo pejorativo para designar homossexuais.

A ação se passa em 1934 e conta a história de Maximiliam Berber, um promíscuo homossexual que não acredita em relacionamentos e compromissos afetivos. Ele vive na efervescência cultural de uma Alemanha pré-nazismo, corrupta e corroída pela inflação, onde intelectuais e artistas homossexuais tentavam se estabelecer alheios às transformações políticas do país.

Max é o típico homossexual com pretensão a ascender socialmente e pertencer à classe média, habitando o meio artístico de uma Berlin marginalizada. Seu cotidiano é em meio a festas e bebedeiras com amigos e amantes ocasionais. Ele divide um apartamento com Rudolf Hennings (Rudy), um estudante de balé com quem mantém um relacionamento aberto.

Após uma noitada regada ao álcool e drogas, Max se vê no meio de uma disputa pelo poder no Partido Nazista. Preso pela Gestapo, nega sua homossexualidade, sendo testado pela polícia nazista ao espancar Rudy, e é levado a provar sua heterossexualidade de uma maneira mórbida pelos oficiais, sendo forçado a manter relações sexuais com o cadáver de uma moça judia.

Max é levado ao campo de concentração de Dachau onde conhece Horst, um homossexual culto e militante, que assume sua orientação sexual enfrentando a repressão da sociedade, mesmo sofrendo as conseqüências. Enquanto isso, Max personifica a alienação, pois prefere esconder sua homossexualidade em detrimento da sua visibilidade social e seus riscos. Os dois vivem uma inesperada e secreta história de amor.

“A peça discute o posicionamento social de Max que, à medida que nega ser homossexual, tenta ser outra pessoa e adota a mentira como única maneira de sobreviver à perseguição na sociedade, reduzida ao cotidiano do campo de concentração”, reforça Kleber.

Max e Horst, enquanto realizam o trabalho inútil de juntar pedras e mudá-las de lugar, iniciam um intenso jogo de sedução, apesar de não poderem se tocar, trocar palavras ou mesmo olhar um para o outro. A atualidade do tema faz com que a relação impossível se desenvolva a partir da sugestão da palavra, e se aproxima do sexo por telefone e da projeção de fantasias que ocorre nas salas de bate-papo da internet, em que amantes virtuais trocam carícias. Em BENT, a temática da repressão à homossexualidade remete ao tempo presente, quando homossexuais são assassinados em centros urbanos por skinheads ou nas cidades do interior onde são tratados como aberrações, além do descaso das autoridades com os direitos dos homossexuais.

“O Kleber construiu o espetáculo com impecável conjunto de cena, incluindo cenário complexo, figurinos luxuosos, iluminação precisa, trilha sonora exclusiva e sonoplastia que surpreende o público. Ele mescla com maestria o espetacular com o humano, mergulhando fundo na alma dos personagens. É um privilégio fazer parte desta produção”, reforça o ator Mario Bruno.

O autor

Martin Sherman que é judeu e gay assumido nasceu na Filadélfia (EUA), em onde frequentou o Boston University College of Fine Arts e licenciou-se em artes dramáticas em 1960. Seu filme mais famoso foi adaptado do guião original de Alive and Kicking/Indian Summer, também de sua autoria. Ficou conhecido em todo o mundo pela peça BENT, que ganhou o Tony Award em 1980. Escreveu também um musical, The Boy from Oz, baseado na vida e carreira de Peter Allen, que lhe valeu uma segunda nomeação para o Tony. Escreveu duas coletâneas de peças com temática gay. A peça Rose foi nomeada para o Laurence Olivier Award como Melhor Peça em 2000

A companhia

A Associação Móbile Cultural foi criada pelo ator e diretor Kleber Junqueira e pelo produtor Jorge de Castro em 2004. A companhia atua em duas frentes: como gestora do Teatro Kleber Junqueira, onde responde pela manutenção e qualificação técnica; e com produção de espetáculos para formação de platéias e democratização dos bens culturais.

“Essa ação já levou ao nosso teatro mais de 200 mil espectadores sendo, em sua grande maioria, crianças e adolescentes das escolas públicas da Região Metropolitana da capital mineira. São mais 40 mil espectadores por ano, que assistem a teatro de qualidade com preços acessíveis, incluindo crianças de Igarapé, Ibirité, Mário Campos, São Joaquim de Bicas, Nova Lima, Betim, Contagem e Belo Horizonte que tiveram, em sua maioria, a primeira experiência com as artes cênicas no Teatro Kleber Junqueira”, declara Jorge de Castro.

Além da peça BENT, a Associação Móbile Cultural promove o espetáculo infanto-juvenil “A Bela e a Fera” em apresentações fechadas para escolas. A companhia está remontando a peça “Marcelino, Pão e Vinho” para o segundo semestre deste ano.

O diretor

Kleber Junqueira formou-se em Teatro no Palácio das Artes, em 1979. Entre os projetos como ator e diretor estão Marcelino, Pão e Vinho (1992 e 2.]006), A Bela e a Fera (1995 e 2005), A Serpente (1995), A Mulher Sem Pecado (1996), Vestido de Noiva (1996), Lucrécia, o veneno dos Bórgia (1997), O Pássaro Azul (1998), A Roupa Nova do Imperador (2001) e Drácula (2004). No cinema, atuou em O Grande Mentecapto e Uma Onda no Ar e na TV, em A Padroeira e Linha Direta. É fundador do Teatro Kleber Junqueira

BENT - Ficha Técnica
Autor - Martin Sherman
Tradutor - Lajosy Silva
Diretor - Kleber Junqueira

Elenco
Max - Kleber Junqueira
Rudy e Soldado - Henrique Luppi
Horst e Capitão - Vinícius di Castro
Greta e Soldado - Sebastião Azevedo
Tio Freddie e Kapo - José Lima
Wolf e Capitão - Mario Bruno

Figurinos - Ricca
Cenários - Kleber Junqueira, Felício Alves e Paulo Viana
Iluminação - Jair Raso

Sonorização – Jan Pardini (TJ Sonorização e Iluminação)

Assessoria de Imprensa: Ampla Soluções em Comunicação

Direção de Produção – Kleber Junqueira

Produção Executiva – Jorge de Castro - Milk Produtora

Produção Geral – Associação Móbile Cultural

Trilha Sonora - Bittencourt
Ruas de Berlim
Letra - Martin Sherman
Tradução - Lajosy Silva
Música - Ladston do Nascimento

Agenda: BENT
Temporada 2010: 23 de abril a 30 de maio (sexta-feira a domingo)
Horário: 20h
Local: Teatro Kleber Junqueira (Rua Platina, 1827 – Calafate), Belo Horizonte (MG)
Ingressos: Inteira R$36,00 – Meia R$18,00 – Belotur R$15,00
Compra via internet: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
Informações: (31) 3332-5667 e [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
Classificação: 16 anos

Fonte: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]


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