Fórum Sexualidade
Olá, Convidado, seja bem-vindo ao Fórum Sexualidade.

Aqui você terá espaço para falar sobre diversos temas da sexualidade humana sem tabus, podendo compartilhar e aprender com todos os outros membros.

Além disso, você encontrará diversas discussões e informações sobre os mais variados temas da atualidade.

Somente membros podem visualizar alguns assuntos, portanto, não perca tempo e cadastre-se, participe das discussões.

Este fórum é melhor visualizado no navegador Mozilla Firefox 3.6 com a resolução de tela 1024 x 600 ou superior.

Divulgue-nos também.
Atenciosamente,

Equipe do Fórum Sexualidade.

Conectar-se

Esqueci minha senha

Painel do Usuário
Convidado


PAINEL DE USUÁRIO




MENSAGENS PRIVADAS
Últimos assuntos
» Site que envolve arte e sexo
Qui 30 Jul 2015, 08:42 por strubloid

» Arte mais sexo
Qui 30 Jul 2015, 08:40 por strubloid

» Sou doente ou ele já não me quer?
Ter 14 Jul 2015, 09:22 por rqhb

» Mulheres mais velhas gostam mais de sexo do que as mais novas, diz estudo
Sex 24 Abr 2015, 20:08 por Elisa Margotte

» Seguro de mais a ejaculação e acabo não gozando!
Dom 22 Fev 2015, 03:45 por Magusto

» Pílula
Qui 05 Fev 2015, 19:21 por Sofia Matias

» Mostrar o corpo na webcam para ganhar um Dinheiro Extra
Qua 28 Jan 2015, 12:20 por PixudoTesudo

» Preocupação dupla...
Qui 27 Nov 2014, 15:57 por Victor13

» Daniel Denardi, ao seu dispor
Qui 02 Out 2014, 20:56 por dandenardi

Votação

O que pensa sobre aborto:

27% 27% [ 12 ]
11% 11% [ 5 ]
11% 11% [ 5 ]
50% 50% [ 22 ]

Total dos votos : 44

Novidades do Blog
Veja também
Formspring.me

OrkutTwitter

Cantinho da Éris
Visitas

PageRank
Donde vêm

As Drizelas e Anastácias da Cinderela Gay

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

As Drizelas e Anastácias da Cinderela Gay

Mensagem por Daniela em Sex 28 Maio 2010, 09:55

A @fatorell me mandou post da Ruth de Aquino sobre livro lançado recentemente que se pretende um guia para moças “detectarem” gays. A obra é recheada de uma quantidade tal de absurdos, lugares-comuns e clichês de esquetes baratos de programas de televisão que realmente não consegui ficar quieta; preciso dividir minha indignação com vocês.

Segundo Ruth Aquino, as autoras resolveram escrever o livro porque
“Muitas mulheres já caíram em armadilhas sentimentais com gays que não se assumem publicamente. Elas se encantam com um homem numa festa, num jantar ou na praia e, de repente, descobrem que o time dele é outro. Se for assumido, é fácil, porque o assunto virá à tona num trejeito ou numa confissão sincera. E se for enrustido? Aí, pode complicar. Muitos apelam para ser bi. Outros casam com uma mulher e podem se esconder a vida toda, mesmo a um custo alto”. (grifos meus).

Estou mais do que acostumada a ver pessoas escreverem sobre assuntos que desconhecem por completo, mas dessa vez foi demais; só o parágrafo acima demonstra (na minha modesta e humilde opinião, evidentemente) como as autoras são cruas em relações humanas e sexualidade. Afirmar que o “assunto virá à tona num trejeito” é um dos maiores absurdos que já ouvi, porque parte da premissa que todo homossexual faz trejeitos. O mesmo quanto à afirmação “muitos apelam pra ser bi”. Não sei por onde essas pessoas têm andado, sinceramente…

Então, porque me indignei, fiz questão de ressaltar aqui os “piores momentos” da leitura da resenha (não, não li o livro – e tenho medo de ler e querer escrever um tratado sobre a estultice alheia); divirtam-se (e sobretudo, pensem):

gay tem que assinar protocolo de intenções ao se relacionar com uma mulher

Bom, pelo que li, é isso mesmo: gay tem obrigação de contar suas preferências sexuais ao conhecer uma mulher assim que perceba que ela interessa por ele.

Sério, não sei daonde as pessoas tiram que homossexual tem que sair por aí bradando aos 4 cantos da terra que sente atração por pessoas do mesmo sexo. É a mesma coisa, grosso modo, que eu sair por aí (ou melhor, sua mãe) dizendo quais as minhas ( ou da sua mãe) posições sexuais preferidas. Não orna, né? Não precisa. É muita informação. Pois bem: se a gente não faz isso, porque os gays precisariam fazê-lo? Ele fala se quiser. Ponto.

“Ah, mas ele sai comigo, me liga direto e não quer nada comigo e isso não é justo, porque eu não sei de nada”. Ué, por que não é justo? Se você estiver incomodada, diga o que pretende. E não, ele não tem obrigação nenhuma de dizer pra você que é gay. Ele pode simplesmente dizer que você não o atrai, como qualquer outro homem que não se sinta atraído por você diria (aliás, ele não está mentindo, convenhamos).

Claro, eu também acho mais confortável que o homossexual se sinta à vontade para falar sobre seus objetos de desejo; inobstante, isso não é obrigatório, é questão de foro íntimo; ninguém tem a obrigação de fazer um disclosure para que virgenzinhas incautas não se iludam e caiam de amores por ele. Alguns dirão: ah, mas e se eles iludirem as moças, as enganarem? E eu direi que isso é muito improvável, e que as moças querem lidar com a frustração delas usando a homossexualidade como justificativa ao invés de aceitar um mero “ele não está a fim de você”.

Convenhamos, só há duas hipóteses possíveis aqui: ou ele está agindo como um amigo que não faz, digamos, “avanços” em sua direção (e portanto, em nada difere de um amigo heterossexual que não sente atração por você -ou não quer uma relação carnal com você, coloquemos assim) ou então ele…hummm… conheceu a moçoila no sentido bíblico de modo assaz satisfatório e portanto, não sei realmente do que ela poderia reclamar, não acham? Caso em que as autoras fariam o comentário a seguir…

Bissexual é que nem o homem do saco: não existe

Com todo o respeito, quando fala dos bissexuais (e de como detectá-los, e de como eles não existem), as autoras parecem parentes das irmãs Cajazeira (aliás, acho muito engraçada essa história de detectar bissexuais – parece que eles conspurcam a sociedade, ).

São taxativas: “não existe bissexual, eles são sempre gays no armário, todo gay fala isso”.

Ora, pra mim é óbvio que todo gay fala isso: é interesse “deles” ! Falo isso porque já presenciei cenas de gays tolhendo tais desejos – e nem são todos que falam isso, aliás… A verdade é que há um super preconceito contra o bissexual, porque eles teriam a obrigação de se “definir”. Olha, eu até entendo que haja maior ou menor inclinação por este ou aquele sexo, mas de uma vez que o cara é bacana, te proporciona uma relação bacana e não parece ter problemas com isso, qual é o problema (além, va lá, de você passar a ter ciúme de toda a população da Terra ao invés de apenas metade dela, )?

Mas pra mim as autoras são extremamente preconceituosas quando falam que ”muitos apelam pra ser bi”. Como assim muitos apelam pra ser bi? Desde quando isso é crime? Desde quando isso é uma atitude condenável? Mas que jequice, Deus meu!! Quer dizer que o cara transa com a menina, ela gosta, e ainda assim ele é um ser indigno? Juro, eu simplesmente não entendo.

O mais divertido, no entanto, é a “justificativa” para que o gay consiga “preencher as condições de sexo satisfatório”:

“Bissexualidade masculina existe? Para a “Sophia”, consultora super radical do livro, não existe. Os gays assumidos concordam. O homem “bi” seria de fachada. Na verdade, a fissura do enrustido seria sempre por outros homens. “O gay de armário fica noivo, casa, e transa com mulher. Mas é como gostar de chocolate sem ser chocólatra. Ou seja, alguns cumprem o papel direitinho, mas burocraticamente”.

Hummm… Peraí: uma pessoa chocólatra (termo que denota vício e falta de controle, salvo melhor juízo) é o equivalente a uma pessoa que faz sexo de maneira satisfatória? Estranho…E vem cá… se alguns cumprem o papel direitinho, mas burocraticamente, porque a parceira não reclama? Estranho de novo, nénão?

E daonde elas tiraram que sexo com um bissexual é “direitinho e burocrático”? Sério, definitivamente, essas moças tiveram muita pouca sorte na vida, porque as minhas impressões sobre o tema são diametralmente opostas…

Dirão alguns que muitos bissexuais escondem sua condição e traem suas mulheres com homens; eu diria que esse procedimento é lamentável, desprezível, mas não porque ele saiu com um homem, mas porque foi desleal (tão desleal quanto os caras casados que passam cantadas em mulheres e são infieis, ressalte-se); a análise que se deve fazer aqui é do caráter, e não do objeto de desejo da pessoa. O cara é desleal porque lhe falta caráter, não é desleal porque é bissexual. Não é possível que as pessoas não enxerguem isso.

Essa vibe “depoimento Marie Claire” de “meu marido me trocou por um homem” – centro da trama do livro – é a coisa mais anos 50 que eu já vi (ou 70, quando a dona de casa surta com o marido que resolveu levar a sério o “toda forma de amor vale a pena”). Pensem comigo: você foi trocada. Tomou o maior pé na bunda do planeta. Em que faz diferença se a pessoa escolhida pelo seu ex-parceiro é do mesmo sexo que você ou não? Eu respondo: em nada (eu aliás, preferiria ser trocada por pessoa de sexo diferente do meu…).

Tal linha de raciocínio mostra inclusive uma baixa-auto estima atroz. Digamos que a relação fosse bacana, sexo legal, o cara sempre tenha sido companheiro etc. Acabou porque acabou, porque tudo na vida acaba. Quer dizer que se ele te trocar por outra mulher tá tudo certo, mas se ele te trocar por um cara é sinal de que tudo isso foi de mentira? Sério, não entendo essas pessoas.

Conselhos como esse privam (ou podem vir a privar) as pessoas de viver coisas muito legais. As autoras deveriam pensar nisso antes de sair por aí regurgitando fórmulas mágicas de normalistas dos anos 50.

Gay tem código de postura municipal

As pérolas não param:

“Como perceber antes de se apaixonar? Ou até casar?“Já tive paqueras gays”, conta Ticiana. “Um sinal óbvio é quando o cara começa a contar uma história, de uma viagem, e um hotel em que ele estava com ‘uma pessoa’. Não é uma namorada, ou a mulher, nem mesmo um amigo. É ‘uma pessoa’. Aí, pode ter certeza, é gay”.

Olha, não entendo xongas de linguagem, linguística, métodos de comunicação, mas de uma coisa eu sei: quando todo mundo fala “a minha ex-namorada” e um cara fala “uma pessoa”, a menos que você esteja falando com uma normalista dos anos 50 (aha!!) me parece bastante óbvio que a pessoa está sim, sendo honesta com você e mesmo dando abertura para a pergunta “essa pessoa era um cara?”.

No post da Ruth Aquino há uma sequência de dicas que miram um segmento muito específico do universo gay, e que de forma nenhuma representam sua totalidade.

Convenhamos, dizer que homem que toma caipirinha com adoçante é gay é a mesma coisa que dizer que todo hetero vai pro Carnaval da Bahia, caso contrário é gay (atenção, heteros de raiz que estejam lendo este post e detestem Carnaval: digam EU!! \o/ :lol).

Conheço vários “hetero de raiz” que detestam futebol; por outro lado, conheço muitos gays que não perdem um jogo do seu time predileto, inclusive nos estádios. Também conheço muitos homens hetero que adoram grifes, assim como conheço gays que detestam gastar dinheiro com roupa. Esse tipo de “dica” chega a ser um insulto à inteligência de quem as lê, sério.

A mim parece que as autoras só conhecem gays de “ouvir falar”, ou no máximo têm “o meu amigo gay” (expressão que mostra igualmente o preconceito, a meu ver), daqueles bem estereotipados. As pessoas teimam em confundir homossexual com o estilo de vida de uma parcela de gays de certa forma responsável pelo conceito de “cultura gay” que sequer representa sua maioria. Há gays que são abstêmios por exemplo. Há gays que jamais usariam uma roupa de ginástica justa na vida (aliás, pasmem, ah gays que odeiam ginástica e têm barriga de cerveja, acreditam? ooooohhhh :-0 )

Vou repetir até morrer de exaustão: o que faz de uma pessoa homossexual é o fato dela sentir desejo sexual por pessoa do mesmo sexo – não a marca da sunga, o carro ou o bairro em que vive. É simples assim (aliás, bem menos complicado que decorar um hipotético código de posturas municipais de comportamento, não acham?).

Em resumo: com todo o respeito que posso ter às autoras (ou ao menos, ao direito que elas têm de escrever o que bem entendam), o livro me parece um amontoado de equívocos.

Até admito que elas pudessem fazer um guia de ajuda para identificar aqueles caras que tentam viver dentro do armário (embora isso me pareça meio policialesco demais) – mas com outra abordagem (que ao menos fosse mais eficaz, convenhamos). Sim, existem gays que estão no armário e se escudam em mulheres para manter sua imagem; mas normalmente essas relações são muito mais complexas do que um manual de auto-ajuda (e todos nós sabemos que pra alguém ser algoz um outro tem que se dispor a ser vítima, certo?;-)

Detesto essa coisa do politicamente correto, mas gosto muito de bom senso. E certamente não é medida de bom senso dizer que é o fim do mundo ser trocada por um homem ao invés de ser trocada por uma mulher, ou que “bissexuais não existem”, ou que todo homossexual uma hora solta um trejeito. Isso é um desserviço – pra não dizer que é mentira…

A sexualidade humana é cheia de nuances – até porque o desejo também é assim; não dá pra generalizar. Há casais que vivem relações abertas, outros vivem relações assexuadas (Cole e Linda Porter são um belo exemplo de como isso é verdadeiro); há pessoas que vivem em trios (sim, em trios, e muito bem – not my kind of town, mas acontece); há cross-dressers (e parece que grande parcela deles é hetero); enfim, é um universo grande demais para que se o reduza aos lugares comuns mencionados no livro. Longe de esclarecer, o livro vai deixar a cabeça das mocinhas que o lerem ainda mais confusas quando estas se depararem com a realidade do mundo, acreditem.

Querem saber? Eu tô achando é que as autoras do livro na verdade são as irmãs menos esteticamente privilegiadas com inveja da Cinderela porque ela é linda.


P.S. : Eu sei que os profissionais da Psicanálise talvez tenham uma visão diferente sobre bissexualidade, a depender da corrente doutrinária adotada. Só queria deixar claro que me ative à parte prática do problema, digamos assim.

Fonte: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]


[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]
Fique por dentro das novidades do fórum em [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.].
Já pensou em ter seu próprio espaço aqui? Então crie teu [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]!
avatar
Daniela
Idealizadora
Idealizadora

Feminino Sagitário Galo
Primaveras Primaveras : 36
Mensagens Mensagens : 1099

http://cantinhodaeris.wordpress.com/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: As Drizelas e Anastácias da Cinderela Gay

Mensagem por Carlos em Sex 28 Maio 2010, 12:53

E as mulheres que sabem que o cara está interessada nela e fica só se fazendo de amiguinha, usando a boa vontade do rapaz?

Excelente texto, espero que algumas pessoas sejam iluminadas e descubram que ser homossexual não é um comportamento e sim uma identidade sexual, existem gays de todos os tipos!
avatar
Carlos
Diplomata
Diplomata

Masculino Aquário Cabra
Primaveras Primaveras : 37
Mensagens Mensagens : 252

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: As Drizelas e Anastácias da Cinderela Gay

Mensagem por Doutor do sexo em Sex 28 Maio 2010, 15:03

A sexualidade humana é cheia de nuances – até
porque o desejo também é assim; não dá pra generalizar. Há casais que
vivem relações abertas, outros vivem relações assexuadas (Cole e Linda
Porter são um belo exemplo de como isso é verdadeiro); há pessoas que
vivem em trios (sim, em trios, e muito bem – not my kind of town, mas
acontece); há cross-dressers (e parece que grande parcela deles é
hetero); enfim, é um universo grande demais para que se o reduza aos
lugares comuns mencionados no livro. Longe de esclarecer, o livro vai
deixar a cabeça das mocinhas que o lerem ainda mais confusas quando
estas se depararem com a realidade do mundo, acreditem.

Resume o que acredito. Toda generalização é burra.
avatar
Doutor do sexo
Estagiário
Estagiário

Masculino Virgem Cachorro
Primaveras Primaveras : 47
Mensagens Mensagens : 135

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: As Drizelas e Anastácias da Cinderela Gay

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum