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Coleção 'Quadrinhos sacanas' compila revistas eróticas feitas na clandestinidade entre os anos 50 e

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Coleção 'Quadrinhos sacanas' compila revistas eróticas feitas na clandestinidade entre os anos 50 e

Mensagem por Novato em Seg 26 Jul 2010, 16:58

Carlos Zéfiro, por décadas, foi sinônimo de quadrinhos eróticos alternativos brasileiros. Sua produção sempre foi a maior e mais conhecida, mas não era a única. A recém-lançada coleção "Quadrinhos sacanas - O catecismo brasileiro no traço dos herdeiros de Carlos Zéfiro", da editora Peixe Grande, compila uma série de livrinhos parecidos com os de Zéfiro (que tinham o apelido de "catecismos"), mas criados por outros autores, a maioria anônimos, que se inspiraram no mestre e produziram farto material entre os anos 50 e primeira metade dos 80. Parte deles foi reunida por temas numa caixa que custa sugestivos R$ 69.

A organização da coleção coube ao lendário Toninho Mendes, nome que está por trás de publicações alternativas ligadas aos quadrinhos, via Circo Editorial - que lançou títulos que marcaram época a partir dos anos 80 -, como "Chiclete com banana", de Angeli; "Geraldão", de Glauco; e "Os piratas do Tietê", de Laerte. Atualmente, Toninho produz e edita livros para várias editoras e, junto com amigos, criou a Peixe Grande, que se dedicará a pesquisar o humor e o erotismo nas HQs.

- Esse material vem de três ou quatro fontes de colecionadores diferentes, além de mim. Os outros foram o Worney Almeida de Souza, que escreveu as introduções dos livros; o Gonçalo Jr., colecionador de quadrinhos; e o Franco de Rosa, da extinta editora Opera Graphica - conta Toninho Mendes, frisando que tudo veio desses acervos particulares.

Os quatro livros dessa primeira caixa estão divididos por temas: "Sexo espacial", "Defloramento", "Sexo com animais" e "Terceiro sexo" (que tem uma raríssima história gay, algo disfarçada). Como se chegou a essa seleção?

- O critério foi mostrar a diversidade e a atualidade dos temas para as épocas, como a história do marciano e do astronauta, que eram bem da virada dos anos 50 para os 60, e mostrar a diversidade de estilos, não só dos desenhos, mas na maneira de construir a história. Por isso, separamos em temas - explica Mendes, alertando que a coleção tem tiragem limitada de 1.500 caixas.

Por ser um material raro e inédito para as novas gerações, ele espera que essa caixa seja a primeira de uma série com esse conteúdo:

- A ideia é ter três ou quatro caixas, em princípio, se a primeira tiver boa vendagem, cobrindo um período que compreende dos anos 50 aos 80. Mas o forte vai dos anos 50 até 1964, que foi quando se produziu mais. Pelo seguinte motivo: até 1964, isso era vendido escondido. Mas, com a entrada da ditadura, o risco passou a ser muito maior, você podia ser acusado de terrorista, subversivo, ser preso. Por isso, depois dessa época, caiu muito a produção - conta Mendes.

Como grande parte do material foi adquirido usado, a qualidade dos originais nem sempre era boa. Por isso, ele teve de fazer alguns retoques, mas preservando ao máximo os originais:

- Esse material nunca foi impresso com a qualidade que está na caixinha. Não refizemos, só melhoramos o traço. Tem capas com tudo o que tinha no original: preços, rabiscos, rasgões, mantive isso. Mas algumas tinham até coisas desenhadas por cima, então tivemos que apagar e reconstituir os originais - explica o editor, ressaltando que teve o cuidado de manter o aspecto fac-símile. Por isso, os erros de português continuam lá, inclusive as incorreções políticas de tempos mais livres.

- O que é muito marcante nos catecismos é que são absolutamente politicamente incorretos, é tudo absurdo e altamente preconceituoso. É tudo pré-revolução de 68 e abertura política. E tem muito humor nisso aí. Tem uma história num dos livrinhos que é uma obra-prima nisso, "As três cabras de Lampião" (que está no volume "Sexo com animais"). Ela mexe com a macheza dos nordestinos, com Lampião. Em outra, tem um personagem dizendo coisas como "Não gosto de crioula". É tudo tão absurdo que você dá risada. É um humor livre - diz.

Mendes conta que não houve a intenção de fazer contato com alguns dos artistas dos catecismos publicados:

- Essas pessoas são, literalmente, anônimas. Primeiro, porque muitos não estão mais vivos. E segundo, porque, quando vivos, se negaram a assumir. Só o Zéfiro o fez, no fim da vida (quando foi descoberto pelo jornalista Juca Kfouri e revelou seu nome verdadeiro, Alcides Aguiar Caminha). E ninguém tem uma produção do tamanho da dele. Tem gente que fez só umas cinco, dez, muitas nem eram assinadas. E eles eram anônimos ou usavam pseudônimos porque muitos deles ilustravam livros didáticos, faziam quadrinhos "sérios". Ou era gente que nem era desenhista, mas fazia. Tanto que existem desenhos muito capengas. Mas aí é que está o valor documental - deduz ele, lembrando que a maior parte do material era produzido em São Paulo ou no Rio e depois espalhada pelo resto do país.
Fonte: O Globo
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