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Vida sexual inicia antes dos 16 anos para 82%

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Vida sexual inicia antes dos 16 anos para 82%

Mensagem por Ricardo em Seg 16 Ago 2010, 16:42

Adriele Morais*, 16, teve sua primeira relação sexual aos 14 anos e sem proteção. De lá para cá pouca coisa mudou, apenas o namorado, pois ela continua transando sem camisinha. Ela faz parte do alto índice de garotas que perderam sua virgindade precocemente. Cerca de 82% das estudantes de ensino médio das escolas estaduais de Cuiabá transaram pela primeira vez entre os 14 e os 16, já entre os meninos esse índice é de 51,3%.

A adolescente também está entre os 21,3% das garotas que utilizam o preservativo às vezes, "somente quando tem e quase nunca temos -, eu mesma não compro", relata Adriele. Entre os meninos esse número sobe para 28,8%. Em resumo, apenas 56% dos meninos e 68% das meninas utilizam camisinha em todas as relações sexuais, o que é considerado muito baixo pelos os especialistas.

A pesquisa foi realizada em 2009 com 500 alunos do 1º ano do ensino médio das escolas estaduais da Capital. Coordenado pelas doutoras em enfermagem Christine Baccarat de Godoy e Solange Pires Salomé de Souza, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o estudo tinha como objetivo identificar os conhecimentos e percepções dos adolescentes quanto a sua sexualidade e trabalhar isso em oficinas participativas.

Outro dado alarmante revelado pela pesquisa é a quantidade de parceiros dos adolescentes. Cerca de 48% dos rapazes revelaram não lembrar do número de parceiras nos últimos 3 meses. Já entre as meninas, 72% delas relataram que tiveram até 3 parceiros nesse período. "Procuramos alertá-los: quando você transa com uma pessoa sem preservativo, acaba transando com todos aqueles com os quais ela teve relação sexual".

Para Christine o resultado foi gravíssimo e mostra que as intensas campanhas promovendo o uso do preservativo, assim como planejamento familiar, não estão atingindo essa parcela jovem da população. Tanto que no questionário aplicado nesta pesquisa os adolescentes classificam as campanhas governamentais como "exageradas".

De acordo com a especialista em saúde na adolescência, esta parcela da sociedade está se relacionando sexualmente sem maturidade, nem conhecimento do seu próprio corpo. Adriele mesma conta que até ao ano passado, quando a UFMT levou estagiários de enfermagem para dar oficinas e aulas, ela não sabia como funcionava a menstruação. "Me arrependo de ter transado tão novinha, mas agora já foi. Se pudesse mudar, transaria lá pelos meus 18 ano, quando tivesse mais conhecimento sobre as coisas".

Outro que admite a falta de maturidade é o estudante Ronan Schneider*, 17. Ele participou das oficinas oferecidas no ano passado pela equipe de pesquisadores e conta que até aquele dia pouco sabia do seu corpo e das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST). "Às vezes apareciam coisas no meu corpo que eu nem sabia o que eram, nem porque estavam surgindo. Percebi que não sabia de muita coisa sobre o corpo humano e sobre fisiologia. Depois daquelas aulas, transo só com preservativo".

Ensino - Além de não se proteger, os alunos pesquisados mostram que há algo de errado no ensino/ aprendizagem, pois menos de 20% das questões relacionadas à anatomia e fisiologia do sistema reprodutor foram acertadas. Os adolescentes têm dificuldades de explicar, por exemplo, como se dá a fecundação. Quanto a função do clitóris, 91,5% dos meninos e 88,4% das meninas responderam não saber para que serve.

A proliferação de mitos e tabus nas rodinhas de conversa dos jovens também retrata que há pouca conversa sobre sexualidade tanto em casa quanto na escola. Muitos adolescentes acreditam que bebida alcoólica aumenta o desejo sexual ou que não há riscos na prática de sexo interfemural (popular "entre coxas") sem proteção.

Na avaliação da pesquisadora Christine Baccarat, a falta de conhecimento sobre o próprio corpo e, consequentemente, sobre sexualidade, indicam que há algo de errado nas aulas de ciências e biologia. "E isso é um problema que atinge várias classes sociais, em várias regiões do Brasil".

O grande número de alunos nas salas de aula, a falta de preparo dos professores, bem como a vergonha de tocar no assunto são fatores que, para a doutora, levam à essa situação.

A diretora da Escola Estadual Padre Ernesto Barreto, Leuza Gomes de Oliveira, se diz chocada com o resultado e admite que os professores têm uma certa resistência para tratar do assunto. "Somos de uma época muito diferente, de quando não se tocava no assunto".

Mas a equipe do colégio gostou tanto do trabalho dos universitários que topou ser parceira da UFMT e agora abre frequentemente as portas da escola para os estagiários de enfermagem desenvolverem seus trabalhos.

"Gostaríamos de ampliar as oficinas realizadas pelos universitários para outras turmas, tratar o assunto desde a 4ª série, por isso estamos programando uma capacitação dos professores, para que eles sejam multiplicadores".

Christine lembra ainda que para mudar a realidade apresentada pela pesquisa o único caminho é unir saúde e educação. Além das capacitações já oferecidas pela Secretaria Estadual de Educação em parceria com a saúde, a sexualidade na adolescência deveria fazer parte da grade curricular dos cursos de graduação, para formar professores mais preparados e desinibidos. "Depois dessa pesquisa, incluímos essa disciplina no curso de enfermagem".

A receita - "Os alunos adoram falar de sexualidade. Durante as oficinas aplicadas pelos estudantes de enfermagem, ficavam quietos, atentos a todas as informações e contavam de suas dúvidas e experiências", lembra a diretora Leuza Gomes.

E a receita para tanto sucesso é simples e bem mais barata do que se pensa. Christine e seus alunos criaram jogos sobre sexualidade baseados em uma cartilha disponibilizada gratuitamente pelo Ministério da Saúde. "Lá eles dão dicas e todas as informações necessárias".

Entre as mais comentadas pelos alunos está a dinâmica do corpo, em que os meninos desenham o corpo de uma menina, e vice-versa, e depois corrigem os erros junto com "professor", que no caso eram os estagiários. Há ainda o jogo da verdade, que tem como objetivo desmistificar os mitos e tabus envoltos no assunto "sexualidade".

Outra dinâmica que divertiu e ensinou os estudantes foi a "gincana da camisinha". Ganhava aquele conseguia vestir o preservativo - nos dedos dos colegas - da maneira correta. Apesar da vergonha, todos queriam participar e aprender.
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Ricardo
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