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A hipersexualização d@ homossexual

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A hipersexualização d@ homossexual

Mensagem por Ricardo em Qua 18 Ago 2010, 15:07

por Lúcia Facco em Frente e Verso

Somos “máquinas de sexo”?

Nos comentários referentes ao artigo anterior, a leitora Sy escreveu: “Mas será que nós, homossexuais, não temos realmente um apelo mais aflorado para o sexo?” (o que, na minha opinião, não é erro, infelicidade, doença ou mazela alguma). Pensando cientificamente ou com certa frieza, “Será que esta “imagem” não tem realmente um fundo de verdade? (embora esteja muito distorcida e cheia de inverdades embutidas por uma sociedade ainda muito preconceituosa e cheia de tabus antigos) Ou não, mas, por algum motivo, “não somos tão inibidos (ou hipócritas) com este assunto como outros grupos como os heterossexuais?”(se é que podemos fazer algum tipo de relação entre comportamentos sexuais e estes grupos como variáveis isoladas, ou ainda, generalizações)…” Essas colocações, extremamente pertinentes, me fizeram resolver escrever sobre o estigma da hipersexualização que a sociedade impinge aos homossexuais.

Em nossa sociedade, capas de revista trazem mulheres sensuais e prometem segredos para “manter acesa a chama do sexo”, músicas com letras extremamente sexuais são tocadas até em festinhas de crianças, escolas falam de “educação sexual” com seus alunos etc.

Diante disso, deveríamos chegar à conclusão de que, como somos “moderninhos”, a sexualidade não seria mais um assunto tabu. Mas não é o que acontece. Fala-se muito de sexo, mas apenas no sexo considerado “normal”, ou em problemas associados a ele. Nas escolas, por exemplo, a “educação sexual” costuma trazer sempre uma abordagem pelo mesmo viés: DSTs e gravidez na adolescência. Ou seja, o sexo é sempre associado a problemas e não a prazer e afetividade. Além disso, as informações sobre transmissão de DSTs referem-se apenas ao sexo heterossexual e tradicional, ou seja, pênis penetrando vagina. Normalmente a camisinha feminina não é sequer citada e não costuma haver informações sobre a transmissão pelo sexo oral.

Em outras palavras, a impressão que temos é a de que o discurso sobre o sexo continua tendo o mesmo intuito que tinha no século XVIII: controlá-lo. As sexualidades ditas desviantes ou transversais são solenemente ignoradas.

Durante o século XVII, a sociedade ocidental era bem mais tolerante em relação ao corpo. Não havia um discurso específico que tratasse dele circulando pela sociedade. Portanto havia mais liberdade. No entanto, o século XVIII será marcado pelo desenvolvimento da burguesia, do capitalismo e, por conseguinte, do interesse pela produção. Serão disseminados, portanto, diversos discursos sobre o sexo, com o intuito de regulá-lo. O sexo passa a ser reprimido, para que a energia dos trabalhadores não seja dissipada nos “prazeres carnais”. A sexualidade passa a ser permitida apenas no quarto dos pais, com objetivo de reprodução, ou seja, para a fabricação de futuros trabalhadores, futuras peças na engrenagem de produção.

As sexualidades consideradas “anormais” são condenadas e terminantemente proibidas, dentre elas a homossexualidade.

@s homossexuais são silenciad@s e assim permanecem durante muito tempo. Ocultando-se, esgueirando-se pelos becos e guetos, condenad@s à invisibilidade.

Na década de 1960, surge então o Movimento Homossexual, que trabalha com o conceito de visibilidade. Vários ativistas (como podemos ver no filme Milk) defendem a ideia de que precisamos ser vistos para que possamos ser incluídos entre os cidadãos.

Acontece que, como apontei anteriormente, a homossexualidade não possui uma marca corporal visível como a etnia ou o sexo biológico (este nem sempre tão óbvio). Como a homossexualidade poderá ser afirmada, então? Ora, através de atos obviamente relacionados à afetividade e à sexualidade com pessoas do mesmo sexo.

Há, então, uma fase em que a sexualidade entre iguais é muito marcada em textos literários, por exemplo. Para que não reste a menor dúvida que se trata de um texto homoerótico, são descritas (em detalhes) cenas de sexo entre @s personagens.

A literatura acompanha uma espécie de libertação que ocorre nas paradas de orgulho LGBT que começam a se realizar pelo mundo. A porta do gueto é aberta e @s homossexuais mostram-se explicitamente, em uma reação a anos de opressão.

Essa “explosão” se dá, no entanto, em uma sociedade na qual o discurso oficial ainda é o conservador. Portanto, essa sexualidade “diferente” e “ameaçadora” às normas chama mais a atenção do que a “outra”, aquela abençoada pela igreja, que objetiva a perpetuação da humanidade e a fabricação de peças para a engrenagem de produção.

Em bailes de carnaval homens e mulheres beijam-se e bolinam-se sem que ninguém se choque (pelo menos exageradamente). Mas se os casais em questão forem homossexuais, certamente chamarão muito mais a atenção e provocarão indignação em algumas pessoas.

Eu acho que a questão não é que @s homossexuais façam mais sexo, pensem mais em sexo, ou gostem mais de sexo que os heterossexuais. O problema é que a nossa sexualidade chama muito mais a atenção, pois ainda é considerada uma “novidade”, embora a homossexualidade seja tão antiga quanto a humanidade e sua pulsão sexual.
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Ricardo
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